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A Rosa Filmes é, desde a sua fundação, nos anos 90, uma plataforma de liberdade criativa para um grupo de cineastas como Joaquim Sapinho, João Pedro Rodrigues, Manuela Viegas, Manuel Mozos ou Vítor Gonçalves, introduzidos à arte da realização cinematográfica pelo cineasta português António Reis. A Rosa Filmes também produziu obras de realizadores como Alberto Seixas Santos e Paulo Rocha e, atualmente, está também a produzir obras de uma nova geração de realizadores.

As obras produzidas pela Rosa Filmes retratam temas difíceis e controversos frequentemente ignorados pela restante representação artística e mediática da nossa sociedade, encontrando soluções de representação ambiciosas e experimentais. Os filmes nascem de uma tomada de consciência da tensão existente entre a linguagem cinematográfica contemporânea e as formas de representação clássicas. Materializam-se assim, a cada tempo, novas formas de cinema que dão origem a novos filmes.

A Rosa Filmes têm ainda sido aclamada internacionalmente por um novo modelo de coprodução e pela colaboração de realizadores estrangeiros (Soon-Mi Yoo, Billy Woodberry, Albert Serra) que compreenderam o projeto da produtora como um núcleo conceptual preocupado com a frente de vanguarda e com a relevância artística.

Os filmes produzidos pela Rosa Filmes têm estado presentes nos maiores festivais de cinema do mundo como Cannes, Berlim, Veneza, Toronto, Locarno, Roterdão, Pusan, Edimburgo, São Paulo, Rio de Janeiro, Valdivia, BAFICI, Roma, Tessalónica, Moscovo, entre muitos outros.